O elevador desceu em silêncio. As portas se abriram no térreo. Eu não me mexi. Fiquei ali, parada, olhando para o vazio. Casado. Ele estava casado. Com a loira do shopping. Com a mulher que ele beijou enquanto eu criava a filha dele sozinha. O mundo girava ao meu redor, mas eu estava parada no centro, igual aquela estátua na praça perto do apartamento.
— Senhorita, a senhora vai descer? — a voz de um homem, impaciente.
— Vou. Desculpa. — Saí do elevador. As pernas bambas. A cabeça pesada. O cor