Assinei mais dois papéis com um suspiro cansado, a caneta deslizando pelo papel com um movimento automático. Peguei a xícara de café que haviam me trazido e tomei um gole – já estava frio, mas eu precisava da cafeína para continuar funcionando. O relógio na parede marcava quase 16 horas, e a pilha de documentos ainda era alta. Minha cabeça doía, meus olhos ardiam de tanto ler, e eu sentia o peso dos últimos dias sobre meus ombros como uma manta de chumbo.
Ouvi dois toques na porta e ergui o olh