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Horas depois, Damon apagou a luz do meu abajur.
— Pode ligar? – pedi, com a voz suave. – Ainda não terminei de ler.
Ele me olhou com os olhos escuros – uma cor rara, que sempre me fascinou.
— Já passou da uma da manhã – disse ele, com a voz cansada. – Amanhã você termina.
— Damon, está frio aqui...
— Coloca um casaco. Você tem milhões no seu guarda-roupa.
— Mas eu...
— Vá dormir.
Seu tom de ordem fez com que eu revirasse os olhos. Liguei o abajur novamente e voltei a ler, ignorando sua pres