---
O carro cortava as ruas de Nova York com a velocidade de quem fugia da morte. As luzes da cidade se tornavam borrões coloridos, e o som do motor era uma sinfonia de desespero. Olhei pelo retrovisor e vi um carro preto – o mesmo da boate – nos seguindo a uma distância constante.
— Estamos sendo seguidas – Clara murmurou, os nós dos dedos brancos de força no volante.
— Merda! – desliguei a chamada de Julian e liguei de volta, com os dedos trêmulos. Ele atendeu na primeira chamada.
— POR QUE C