Eu não sabia quanto tempo havia se passado. Horas? Dias? O quarto parecia cada vez menor, as paredes de madeira escura se fechando como um caixão. Meus pulsos sangravam onde as cordas apertavam, o corpo fraco pela falta de comida e água. Eu estava encolhida na cama, olhos inchados, mente exausta de tanto chorar.
O desespero havia se transformado em um vazio entorpecente. Eu não sentia mais raiva. Só uma tristeza profunda, sufocante, como se minha alma estivesse se desfazendo.
Foi então que o ar