A porta se abriu novamente horas depois. Eu estava encolhida na cama, pulsos em carne viva, olhos inchados de tanto chorar. Meu corpo tremia de fraqueza, fome e desespero. O quarto parecia menor, as paredes me sufocando.
Roberto entrou primeiro. Seus olhos amarelos suavizaram por um segundo ao me ver naquele estado, mas logo voltaram à determinação fria. Atrás dele, uma mulher de meia-idade, cabelos grisalhos presos em uma trança longa, carregava uma bandeja com sopa fumegante, pão e chá.
— Lin