Eu estava destruída. Mas no meio do desespero, uma ideia fria e calculada surgiu. Se eu continuar lutando, ele vai me manter presa para sempre. Se eu jogar o jogo dele… talvez eu consiga sair.
Decidi entrar no jogo de Roberto.
Quando ele voltou ao quarto horas depois, eu estava sentada na cama, pulsos ainda amarrados, mas com uma expressão mais calma. Ele parou na porta, surpreso ao me ver mais composta.
— Você… parece melhor — disse ele, cauteloso.
Respirei fundo e olhei para ele.
— Eu vou ouv