Ethan
Eu comecei a semana com o plano na cabeça como uma lista de tarefas que não me dava descanso. Cada passo tinha de estar medido: quem plantava a isca, quem vigiava, quem filmava, quem protocolava. Eu sabia que, se falhasse num detalhe ínfimo, a Meredith transformaria a falha numa faca e a enfiaria nas costas de quem estivesse mais perto. Não podia ser só raiva e vontade — tinha de ser técnica e paciência.
No primeiro dia, o detetive trouxe as primeiras imagens: transferências, encontros discretos em cafés, registros de chamadas. Eram pedaços importantes, mas ainda assim um quebra-cabeça com muitas peças faltando. Eu olhava as imagens e sentia uma mistura de alívio e ansiedade — cada foto era uma confirmação de que ela fazia as coisas sujas, mas nada ali era explícito o bastante para derrubá-la de imediato. Precisávamos de testemunhas, de alguém que dissesse em juízo: “Eu vi, eu ouvi, eu participei.”
Foi Nolan quem teve a ideia que virou o jogo. Ele lembrou do capanga que sempre a