O som da porta fechando ainda ecoava na minha cabeça.
Como se tivesse acontecido várias vezes.
Como se não tivesse parado.
Eu fiquei parada no meio do cômodo, olhando pra madeira como se fosse atravessar ela só com a força do olhar.
Mas não aconteceu.
Nada aconteceu.
E aquilo… era o pior.
— Valéria… — Júlia chamou baixo, com a voz tremendo.
Eu nem respondi.
Porque se eu abrisse a boca naquele momento…
eu não sabia o que ia sair.
Raiva. Medo. Ou desespero.
Talvez tudo junto.
Respirei fundo.
Uma