Arthur Strauss
O céu de São Paulo amanheceu em um tom de cinza doentio, o tipo de tempestade que parece querer lavar a cidade, mas que na verdade apenas espalha o lodo. Três dias. Setenta e duas horas. Um tempo que, na contagem de uma vida, não deveria significar nada, mas que, na minha espera, tornou-se uma eternidade de silêncio absoluto.
Arthur Strauss não veio. Não havia uma mensagem, um telefonema apressado, nem mesmo um desses gestos grandiosos e autoritários que ele tanto gostava de usa