Arthur Strauss
O telefone vibrou na minha mão como se estivesse eletrizado. Era Isabella. A voz dela, geralmente tão controlada e imperturbável, trazia uma nota de urgência metálica que não passou despercebida. O pai dela, o velho Marcel, tinha entrado no jogo de forma agressiva. Ele não apenas sabia; ele tinha aberto a porta do inferno.
— Ele ameaçou o meu contato, Arthur — ela disse, a voz vacilando apenas por um milésimo de segundo. — Aquele benfeitor que eu te indiquei... o meu pai descobr