Arthur Strauss
Alguns dias depois...
A atmosfera no escritório estava carregada, muito além do que o ar-condicionado central conseguia resfriar.
O silêncio do final da tarde na ala administrativa era um convite que eu não estava mais disposto a recusar. Maya estava à minha frente, terminando de organizar uns papéis sobre a mesa, mas a forma como ela se movia — lenta, deliberada — estava destruindo a minha última gota de contenção.
Fechei a porta do gabinete com um movimento seco. O clique da