Maya Nogueira
O problema não eram os flashes, embora o clarão intermitente doesse nos olhos e parecesse querer dissecar a minha alma. Nem os investidores, que nos observavam com aquela atenção predatória que se reserva a novos ativos de risco. Nem mesmo o conselho, que, pela primeira vez, não exibia sua arrogância habitual, mas sim uma perplexidade genuína, como se tentassem resolver um problema de lógica sem solução.
Até Isabella, do outro lado do salão, observava-nos com a elegância afiada