Maya Nogueira
O salão do hotel era um monumento ao cinismo embrulhado em seda e champanhe. Sob os lustres de cristal que pendiam como lágrimas de gelo sobre nossas cabeças, centenas de pessoas circulavam, exibindo sorrisos que não alcançavam os olhos e filantropia que cheirava a interesse pessoal.
Eu conseguia ver através deles; o treinamento intensivo ao lado de Arthur me dera uma nova visão, um senso clínico para detectar a falsidade.
Arthur estava ao meu lado, um pilar de autoridade em seu