Maya Nogueira
Os últimos dias passaram como um borrão de ansiedade e eficiência mecânica. Eu entrei em uma rotina quase automática: casa, hospital, escritório, casa. Em todos esses lugares, a sombra de Arthur Strauss parecia pairar. Ele, no entanto, tornara-se um fantasma absoluto. Não o vi em seu consultório, não ouvi sua voz pelos corredores e nem recebi uma única ligação pessoal. Ele havia me deixado ali, em compasso de espera, como se soubesse que o silêncio seria o meu pior castigo.
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