Maya Nogueira
A casa da minha mãe parecia menor do que o habitual, um reflexo do aperto que eu sentia no peito desde que saí do hospital. Eu ainda podia sentir o perfume de Arthur impregnado nas minhas roupas, como um aviso de que não importava o quanto eu tentasse me afastar, ele já tinha infiltrado cada centímetro da minha rotina.
Quando abri a porta, encontrei Bia sentada no sofá, com uma expressão que oscilava entre a preocupação e a mágoa. Ela era minha única âncora naquele mar revolto,