Ciara Sorrentino
Mais quatro anos se passaram desde que anunciei a chegada do nosso pequeno Lorenzo. O tempo, esse escultor implacável, talhou novas linhas em nossas vidas.
Lorenzo, com os seus três anos de pura energia e o cabelo loiro que herdou de mim, era a luz da nossa casa, a prova viva de que a alegria sempre encontra um caminho, mesmo através das cicatrizes mais profundas.
A minha carreira como médica de trauma floresceu. Encontrava uma paz peculiar no caos da sala de emergências, um eco distante do caos que um dia definiu a minha vida. Agora, eu era a curadora, não a vítima. Giovanni, o meu marido, via-me com um orgulho silencioso que aquecia a minha alma mais do que qualquer elogio.
Mas nem todas as cicatrizes saram por completo. Algumas permanecem como feridas adormecidas, prontas a despertar com a tempestade certa.
Antonella. A minha querida e atormentada cunhada. A sua dor pela perda de Mattia nunca se enfraqueceu; transformou-se numa obsessão sombria que consumia tudo à