Paula Moretti
O mundo parou.
Não de uma forma dramática ou barulhenta, mas num silêncio súbito e absoluto.
Como se o próprio ar tivesse sido sugado do closet. Nicolo, aquele homem que era uma fortaleza de gelo e granito, ou simplesmente a minha possível “geladeira-duplex” como secretamente gostava de chamá-lo, estava ajoelhado a meus pés.
E a sua vulnerabilidade, exposta naquela pergunta carregada de uma insegurança profunda, era mais desconcertante do que qualquer um dos seus ataques de fúria.