Liora
A dor vinha em ondas, como se cada respiração fosse um lembrete cruel de que eu ainda estava viva.
O cheiro de ervas queimadas e pomadas amargas enchia o ar. A casa era simples, mas acolhedora — e o silêncio que pairava ali era quase estranho depois de tantos dias fugindo.
Tentei me mexer, mas o corpo protestou. As costelas doíam, os músculos ardiam, e a ferida no ombro latejava como se o fogo ainda estivesse ali.
A porta rangeu baixinho. O lobo castanho que me trouxera até ali — agora e