POV AURORA.
O vento tinha voz.
Sussurrava meu nome como se me conhecesse há séculos.
Aurora...
Mas não era o vento comum que passava pelas janelas do quarto. Era quente, denso, cheio de murmúrios que soavam como preces antigas.
Eu estava em um lugar que não reconhecia.
O chão era feito de pedra e folhas, o céu tinha a cor do sangue derramado sob a lua. E ao meu redor, mulheres, dezenas delas formavam um círculo.
Seus rostos eram diferentes, mas havia algo familiar em cada uma. Como se em cada o