POV AURORA.
Três dias. Três longos intermináveis dias.
O silêncio de Kael me consumia mais do que qualquer palavra dura que ele pudesse ter dito.
A cada manhã, eu chegava na Tecnocare e esperava vê-lo atravessar o corredor — aquele andar firme, a camisa sempre um pouco aberta demais, o olhar que parecia me prender por dentro. Mas não havia nada. Nem uma mensagem. Nem um “bom dia”.
Nada.
O escritório parecia mais frio sem ele. Até as paredes pareciam me observar, sussurrando que eu tinha me enga