A manhã já ia alta quando Helena decidiu sair da cama, estava livre, inclusive, para decidir seu destino. Livre, como jamais esteve antes. Uma nova realidade se desenhava: não haviam expectativas sobre ela, nem cobranças, ou objetivos, não havia superiores e nem subordinados, não tinha filhos, nem responsabilidades financeiras ou pessoais, estava por si e apenas aquilo. Havia um imenso hiato, um vazio existencial de quem, simplesmente, existia e não existia e aquilo era assustador. As refeições