Peter chegou em casa tarde, já de madrugada. Helena estava no sofá, no escuro, na tela da TV a mensagem perguntando sobre a continuidade da leitura. Parecia estar dormindo. Sobre a mesa de centro, a garrafa de tequila e a de whisky, vazias. Uma lâmina afiada solta, o pó branco, frascos de comprimidos e o canudo de uma caneta.
Peter se desesperou. O pulso fraco, o cheiro forte de álcool, a marca branca nas narinas. O coração batia, preguiçosamente, quase não respirava, fria. Sobre a mesa, um en