O relógio de parede no meu loft marcou sete e quinze da noite quando o som do interfone tocou, cortando o silêncio tenso que eu vinha alimentando nas últimas horas. Eu já havia ligado para Marcus, meu subchefe no L'Étoile, avisando que me atrasaria para o início do serviço. Minha mente, no entanto, ainda estava no restaurante, ou, pelo menos, era lá que eu queria que ela estivesse.
Apertei o botão de liberação da portaria e esperei de pé, encostado no balcão de granito preto da cozinha. Min