O hospital parecia suspenso no tempo.
Os corredores silenciosos, o cheiro forte de antisséptico, o som constante dos aparelhos médicos — tudo criava uma atmosfera pesada, sufocante. A vida continuava ali dentro, mas para quem aguardava notícias, cada minuto era uma eternidade.
Dante permanecia parado próximo à janela do corredor, olhando a chuva fina que ainda caía lá fora. A tempestade havia diminuído, mas dentro dele o caos continuava intacto.
Natasha estava viva.
Mas distante.
Inalcançável.