Os dias no hospital passaram lentamente, dissolvendo-se uns nos outros como se o tempo tivesse perdido o significado.
Manhãs e noites tornaram-se iguais.
O som constante dos monitores cardíacos preenchia o silêncio dos corredores, marcando a passagem das horas com uma regularidade quase cruel. O cheiro antisséptico impregnava o ar, misturado ao cansaço emocional de familiares que esperavam milagres em cadeiras desconfortáveis.
Natasha permanecia imóvel.
Respirando.
Vivendo.
Mas distante demais