O silêncio daquele quarto não era apenas ausência de som.
Era pressão.
Era peso.
Era algo vivo, apertando o peito de Natasha até respirar se tornar um esforço consciente.
Ela despertou lentamente, como quem emerge de águas profundas. A cabeça latejava, pulsando atrás dos olhos, e por alguns segundos tudo pareceu distante — borrado, irreal. Então o frio do chão atravessou sua pele nua como uma lâmina, arrancando-a definitivamente do torpor.
O cheiro veio em seguida.
Mofo.
Umidade.
Algo velho dem