O quarto era cinza demais.
Natasha percebeu isso no instante em que Rafael empurrou sua cadeira de rodas para dentro. O tom das paredes parecia apagar qualquer traço de vida naquele espaço. Não havia quadros, não havia cores, não havia nada que lembrasse um quarto de verdade.
Era frio.
Silencioso.
Pesado.
A porta se fechou atrás deles com um clique baixo, e Natasha sentiu um frio percorrer sua espinha.
Ela observou lentamente o lugar.
A janela era pequena… e tinha grades.
Grades grossas.
O cora