Natasha estava sentada à pequena mesa da cozinha da casa da mãe, as mãos entrelaçadas sobre o colo enquanto observava o vapor subir lentamente da xícara de café diante dela.
O cheiro era o mesmo de sempre.
Café forte, recém-passado, com um leve aroma de canela — exatamente como sua mãe costumava fazer nas manhãs de domingo quando ainda eram apenas uma família comum, antes da dor, antes das perdas, antes de tudo se transformar em uma guerra silenciosa dentro do seu peito.
Ela inspirou fundo.
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