Dante dirigia como um homem possuído.
A cidade se dissolvia em manchas de luz pelas janelas do carro enquanto o motor rugia sob seu comando. Os semáforos mudavam de cor sem que ele realmente os enxergasse. Sua mente estava longe dali — presa a uma única imagem que se repetia sem descanso.
Natasha.
E o maldito anel.
Seus dedos apertavam o volante com tanta força que os nós ficaram brancos. A mandíbula rígida denunciava o esforço para conter algo muito maior do que raiva.
Era orgulho ferido.
Era