O escritório de Acácio Lins na sede da empresa tinha um ar sombrio. As cortinas estavam fechadas, e o único som era o tique-taque pesado de um relógio de parede. Acácio estava sentado atrás da sua imensa mesa de carvalho, com o braço ainda marcado pelo curativo onde o soro estivera preso. À sua frente, Antônio Sue tentava esconder o suor frio que escorria por sua têmpora.
— Marcos acordou, Antônio — começou Acácio, a voz rouca. — Mas o quadro é pior do que imaginávamos. Ele pode não voltar a an