O som era rítmico, irritante e persistente. Bip. Bip. Bip.
Para Marcos, aquele ruído parecia vir de quilômetros de distância, ecoando por um túnel escuro e infinito. Em sua mente, ele ainda estava submerso. A água da ponte Halim era gelada e silenciosa, puxando-o para baixo, mas havia algo mais. No meio daquela escuridão líquida, uma mão pequena e quente o segurava. Ele não conseguia ver o rosto, apenas sentia uma presença que irradiava uma luz suave, uma voz que sussurrava: “Ainda não. Você pr