— Meu Deus do céu, você não está nada bem! — Rosa exclamou, com a voz embargada pelo choque. — Como um pai pode ser tão cruel com o próprio filho? Rosa estava pasma; em todos os seus anos naquela casa, nunca vira algo tão terrível. Sem perder tempo, ela amparou a jovem, cujas pernas fraquejavam. — Venha, vamos tomar um banho e cuidar dessas feridas. Com paciência materna, Rosa ajudou-a a se lavar, aplicou cuidadosamente o remédio sobre os cortes em suas costas e, após garantir que ela estivesse minimamente confortável, voltou para a cozinha para terminar o jantar da família Sue. O silêncio da casa, agora, parecia pesado e injusto. *** Do outro lado da cidade, o cenário era oposto. Em uma luxuosa sala VIP, cercado por música e bebidas caras, Marcos desfrutava da companhia de amigos e da namorada. Sua presença ali não surpreendia ninguém; o mundo dos negócios conhecia bem sua fama de frequentador assíduo da vida noturna. — E então, quando sai esse casamento? — Paulo, amigo de long
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