O interior da van era espaçoso. Fabrício, de terno, se agachou diante de Helena e, após um momento em silêncio, disse baixinho:
— Que tal ficar comigo? Eu vou cuidar de você e da criança, vou trabalhar duro, não vou deixar que você se preocupe com nada.
Helena não respondeu, apenas acariciou suavemente a cabeça do “cachorrinho leal” e disse com ternura:
— Fabrício, uma pessoa ferida por dentro não tem como dar felicidade a outra. O que eu quero é ver você feliz. Aos meus olhos, você...
— Eu já não sou mais uma criança! — Interrompeu ele, a voz áspera.
Fabrício agarrou a mão dela e a levou até o próprio peito, fazendo-a sentir os músculos firmes, e ainda tentou forçar a descê-la mais. Helena se desvencilhou e voltou a acariciar a sua cabeça, mas não disse nada.
O rapaz ficou ansioso:
— Por você, eu me tornei como ele, mas você ainda não gosta de mim. Me diga, em que mais eu ainda não fiz o suficiente? Eu mudo, pode ser?
Helena balançou a cabeça, fitou o rapaz e disse baixinho:
— Fabríci