Dentro da sala privada, ninguém dizia uma palavra.
Helena olhava para o homem que um dia amou profundamente e sentia tudo muito irônico. No coração de Bruno, Helena não tinha nem um cantinho para ficar.
Melissa havia voltado, e nos olhos de Bruno já não cabia mais ninguém.
As juras de amor, as promessas que ele um dia fez, agora pareciam ridículas e vazias.
Helena sentia pena de si mesma.
Toda aquela juventude entregue a um cão. Mesmo agora, doía.
E quem não sentiria dor?
Foram quatro anos intei