Derick
A luz do quarto de hotel era fraca, mas suficiente para que eu pudesse ver o teto. Não que isso importasse muito. Tudo o que eu via, de verdade, era o peso do passado pressionando meu peito. O colchão era macio demais para um corpo acostumado a dormir em lugares que variavam entre o chão sujo de galpões abandonados e os bancos de trás de carros velhos.
Eu inspirei fundo. O ar gelado queimou minha garganta. E, antes que eu pudesse impedir, as lágrimas vieram. Silenciosas, amargas. Não