Quando acordei, eu já estava deitada em uma cama de hospital.
Minha mão foi, instintivamente, até a barriga agora plana, e, naquele instante, eu entendi.
Meu bebê tinha ido embora.
Uma dor cortante atravessava meu peito, como se alguém tivesse cravado uma faca no meu coração.
Lágrimas silenciosas escorriam dos meus olhos, sem que eu conseguisse conter.
Daniel estava em pé ao lado da cama, com a voz rouca, carregada de um arrependimento que chegava tarde demais:
— Por que você não me contou que e