Mundo de ficçãoIniciar sessãoNo dia do meu aniversário, meu namorado de seis anos pediu em casamento a paixão da sua vida. Sem me prender às mágoas do passado, decidi partir e aceitar o casamento arranjado pela minha família.
Ler maisQuando a cicatriz no meu pulso sumiu, Lucas me levou para escolher o vestido de noiva.Do lado de fora da loja, depois de tanto tempo, Cláudio reapareceu na minha frente com um buquê de lisianthus.— Letícia, eu não vou me casar com a Gabriela. Eu entendi meus sentimentos e agora só amo você!Eu me virei, sentindo nojo. Toda vez que via Cláudio, a imagem dele se ajoelhando para pedir Gabriela em casamento voltava para minha mente.Agora ele, que beijou outra mulher, estava dizendo que me amava. Que piada!Eu não conseguia nem olhar para ele. Cláudio estava malcuidado, com uma barba por fazer. Ele não se comparava a Lucas.Peguei no braço de Lucas e contornei Cláudio, mas ele correu e segurou meu pulso.Ele colocou os documentos médicos na minha frente, página por página, e me disse: — A Gabriela não tem câncer ósseo, ela mentiu para nós. Se eu soubesse que ela não estava doente, jamais a pediria em casamento!— Por favor, olhe! Não estou mentindo!Seus olhos estavam vermelhos de tanto
Não houve casamento, mas meus pais me fizeram ir ao cartório e me casei com Lucas. Eles ficaram com medo de que eu mudasse de ideia e me asseguraram que meu nome estaria na certidão da família Ribeiro.Fui sincera e contei a Lucas sobre o meu antigo relacionamento com Cláudio.Depois de ouvir, ele tocou a cicatriz no meu pulso e a beijou com carinho.— Vou resolver a questão das câmeras, não precisa se preocupar. Quando seu pulso estiver completamente curado, vou te levar para escolher o vestido de noiva.Eu assenti, vendo a alegria com que ele cuidava do nosso noivado.Nos últimos seis anos, eu era a única que se esforçava pelo relacionamento com Cláudio. Mas agora, livre dele, me sentia leve, como se tivesse me livrado de um fardo.Lucas escolhia o local, trazia flores de outras cidades, escrevia os convites à mão e contratou uma equipe para cuidar do meu vestido de noiva. Assim, senti o que era ser amada de verdade.Entendi que o amor é uma via de mão dupla, não uma pessoa tomando e
Depois que pedi demissão, não precisei mais gastar tempo estudando computação, algo que não gostava.Voltei a desenhar e a pintar. Agora, posso trabalhar com design de joias, algo que amo de verdade.À tarde, enquanto estava rabiscando no jardim de casa, Lucas apareceu de repente.Ele me deu uma tiara de pérolas e diamantes. Reconheci a peça imediatamente como uma joia antiga do século passado, pois já tinha a visto em livros.Adorei o design de laços. As pérolas eram brilhantes e se misturavam elegantemente aos diamantes, parecendo lágrimas de amantes.Ele me deu a tiara de presente, mas eu disse que não podia aceitá-la. Então, ele me contou que já havia comprado a tiara para sua futura esposa, e que agora ela estava apenas voltando para as mãos da verdadeira dona.A minha dúvida finalmente foi respondida. Eu me lembrava de ter visto essa tiara quando fiz dezoito anos. Fiquei muito chateada quando alguém a comprou por um preço altíssimo antes de mim.Acontece que foi Lucas.Mas como e
Meus pais se sentiram mal por mim depois que eu terminei de contar.Meu pai me disse: — Bem feito. Você precisava provar a amargura do amor para saber como a gente te protege.Mas eu vi a veia pulsando em sua mão e a expressão de raiva em seu rosto, como se ele quisesse arrastar Cláudio para uma boa surra.Minha mãe me abraçou e me consolou: — Está tudo bem, filha. Agora que você está em casa, não vamos mais pensar nessas coisas ruins. Um colar de diamante? A mamãe vai te dar vários. Você vai poder trocar um por dia.A tristeza que sentia foi embora, e eu sorri entre as lágrimas. Tive uma noite de sono incrível.No dia seguinte, meu celular tinha um monte de chamadas perdidas de um número desconhecido.Eu sempre ligo o modo avião para dormir. Quando o desliguei, as mais de noventa e nove chamadas perdidas apareceram de repente, como uma avalanche.No segundo seguinte, o celular tocou de novo. Curiosa, eu atendi. A pessoa do outro lado parecia insistente.— Alô? — perguntei.Logo, a voz
Último capítulo