GABRIEL MONTENEGRO
O silêncio dentro do jato particular, enquanto cortávamos os céus europeus rumo a Zurique, era mais pesado que o metal da aeronave.
O luxo ao meu redor — poltronas de couro italiano, o brilho do cristal do bar, o conforto impecável — parecia uma afronta. Eu me sentia um intruso em minha própria vida, um homem preso em uma armadura de sucesso que não servia mais.
A Montenegro S.A., meu maior legado, estava sendo corroída por dentro, e a causa de tudo isso era um fantasma qu