O quarto principal da minha mansão cheirava a lírios brancos e ao couro caro das poltronas italianas, um ambiente desenhado para não ter falhas. Diante do espelho de corpo inteiro, eu observava a mulher que me encarava de volta. O vestido preto de seda abraçava meu corpo como uma segunda pele, um corte minimalista, sem decotes exagerados, sem brilhos desnecessários. Era uma armadura forjada na mais alta costura. A Dama de Obsidiana não precisava de adornos para dominar um salão; a própria ausên