O dia amanheceu cinzento, nuvens baixas sobre a cidade, como se o céu também estivesse fingindo.
Eu acordei no quarto principal, sozinha. Gabriel já tinha saído. O travesseiro dele estava frio. A cama do lado, vazia. O silêncio ecoava pelas paredes da cobertura como uma respiração suspensa.
Levantei, tomei banho, vesti uma roupa simples. Minha mãe ia chegar em algumas horas. Eu precisava estar pronta. Precisava sorrir. Precisava fingir.
Quando desci para a cozinha, ele estava lá. De pé, tomando