A noite foi um borrão de insônia e pensamentos que não se organizavam.
Cada vez que eu fechava os olhos, via os olhos dele — o verde e o azul — vidrados, confusos, bêbados. Sentia o gosto de uísque na minha língua. O peso da mão dele na minha nuca. O peito dele contra o meu.
Ele só estava atuando, eu repetia como um mantra. As câmeras. O prédio da frente. Os paparazzi.
Mas o gosto de uísque não mentia. O desespero do beijo não mentia. A forma como ele tinha me apertado — como se eu fosse a últi