O elevador subiu em silêncio.
Nenhum dos dois falou durante o trajeto. Gabriel ficou encostado na parede de vidro, os olhos fechados, a mandíbula tão tensa que parecia esculpida em pedra. Eu fiquei no canto oposto, os braços cruzados sobre o peito, tentando controlar a respiração.
Quando as portas se abriram, a cobertura estava exatamente como havíamos deixado. Vazia. Silenciosa. Gelada.
Gabriel caminhou até a janela panorâmica. Parou com as mãos para trás, os ombros largos recortados contra o