Permitir.
Como se eu tivesse escolha.
Foi quando ele segurou meu rosto com as duas mãos. Os dedos longos, frios, tão diferentes do aperto quente de minutos atrás. Inclinou a cabeça. Os olhos de cores diferentes ficaram a centímetros dos meus.
— Sorria — ele sussurrou. — O mundo está vendo.
E me beijou.
Não foi um beijo de cinema. Não foi romântico. Não foi nada daquilo que os contos de fadas vendem.
Foi um beijo técnico. Preciso. Calculado. Os lábios dele pressionaram os meus pelo tempo exato d