Mundo ficciónIniciar sesiónJayson era um rapaz bonito, sempre de cara fechada, sempre sozinho... Eu me apaixonei por ele. Ele partiu meu coração, por duas vezes. Eu recomecei, eu aprendi.
Leer másMelissaJá se passaram quatro anos desde o dia que fui ao hospital falar com Jayson. Confesso que pensei que sentiria muitas coisas, mas não senti nada além compaixão e um tremendo alívio depois de realmente ter perdoado.Eu já havia perdoado ele antes... Mas precisava dizer a ele... Quando minha filha nasceu a minha felicidade pareceu ficar ainda maior. Kessy. Uma linda menina de pele morena!A felicidade dos homens da casa pareceu não ter lugar. Ambos babavam na pequena Kessy. Eu acabei tendo que concordar com ter um carro, a minha rotina de mãe, dona de casa e professora numa escola estava mesmo muito agitada.Quando Kessy completou um ano eu voltei para a universidade, me formei e consegui um bom emprego, Coffee não gosta muito que eu trabalhe, mas ele não me impede, ele sabe o quanto eu gosto de ser independe
JaysonRecomeçar nunca é fácil, principalmente quando falta uma parte do seu corpo. O sentimento de incapacidade é muito grande, sua autoestima beira o negativo. Você tem medo, porque tudo é novo e relativamente mais difícil. O que não quer dizer que seja impossível, o apoio da família e amigos é essencial.Eu tentei focar ao máximo na minha recuperação, foi difícil me adaptar a prótese, difícil encontrar algo que me desse prazer em fazer... Mas minha fisioterapeuta e amiga me ajudou muito, eu tentei vários esportes corrida, basquete, o próprio futebol, já estava desistindo quando encontrei a natação.Foi nela que me encontrei, no principio como parte do tratamento, depois como hobby, e agora como fonte de renda.Dentro desses quatro anos pós acidente e dois que comecei a competir eu consegui dois ouros, sete medalhas de prata e uma de bronze. No começo meu avó era meu único e suficiente patrocinador ago
JaysonEstava deitado na cama, me sentia um merda, meu coração em pedaços, minha reputação uma merda e a auto estima nem sei se quer existia naquele momento...Estava sem esperança nenhuma! Tinha perdido metade da perna direita. Estava com vida, mas morto. Ouvi o som da porta, mas não olhei para ver quem era, toda hora uma enfermeira aparecia com cara de reprovação para aplicar as medições.Já tinha quase um mês que tinha acordado e sinceramente queria voltar a dormir. Ouvia com frequência as enfermeiras falando sobre como Melissa estava machucada quando foi resgatada. Eu lembro de ter batido nela, lembro que iria estrupra-la, ou talvez eu tenha feito isso...Tudo isso poderia ter ficado em segredo, mas não... Todos sabem do filho da puta que eu sou! Eu não tenho mágoa da Mel, ela tinha prestou depoimento, tinha mesmo que contar o que aconteceu... Minha voz ainda sai muito rouca e minha gargan
Melissa._Com certeza não é isso que eu quero. Eu quero ficar com você, quero te tocar, quero beijar todo seu corpo, fazer amor com você, mas, cada vez que vejo as manchas nele eu me sinto culpado._Eu deveria ter ido te buscar aquele dia, você não precisa andar de ônibus, metrô nada disso! Eu sou seu marido, posso te dar um carro, você nem precisa mais trabalhar se quiser, eu ficaria satisfeito em te ver terminar os estudos..._Não é culpa sua. - Tento me aproximar dele devagar. Não pense assim... Não se afaste de mim, eu preciso de você. Preciso do seu carinho... Eu sinto falta do seus beijos e do seu corpo, eu sinto sua falta.Alcanço sua mão e coloco ela no meu rosto. Coffee me mostra um sorriso triste._Me beija, por favor. - SuplicoEle se abaixa e me beija lenta e cuidadosamente. Mas eu prendo sua camisa em meus dedos e o trago para mais perto de mim.





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