O carro seguia em alta velocidade, o GPS marcando que faltavam poucos minutos. O galpão já estava próximo — perto o suficiente para ver o fim do caminho, longe o suficiente para ainda não ser suficiente.
Pedro mantinha o celular no ouvido, o olhar preso na estrada, cada músculo do corpo rígido.
— Ivana, onde você tá?
— Em casa.
A resposta veio rápida demais.
Natural demais.
Pedro soltou um riso seco.
— Para com isso.
A voz dele endureceu.
— Eu sei que você tá envolvida com o louco do Miguel.
Si