Norma foi a primeira a reagir, quase indignada:
— Que isso, menino? — disse, firme. — Letícia, pra mim, é uma filha. Foi a melhor esposa que o seu irmão poderia ter tido. Cuidou dele melhor do que qualquer hospital teria feito.
Olhou para ela com carinho sincero antes de continuar:
— Mas é jovem. Precisa viver. E eu e seu pai pensamos exatamente a mesma coisa.
Ricardo concordou com um leve aceno de cabeça.
— Ouviu, minha filha? — Norma completou, sorrindo. — Você tá muito nova. Precisa namorar muito ainda.
Letícia riu, tentando aliviar o clima.
— Tio, tia… não sabia que vocês queriam se livrar de mim tão rápido assim.
As risadas voltaram à mesa, mais altas agora.
Norma, empolgada, não deixou o assunto morrer:
— Para de besteira, menina. Mas me conta… como é esse seu chefe? Um físico numa boate, que coisa aleatória.
— Eu também sou física, tia — Letícia sorriu. — Mas acho que foi só coincidência. Ele estava em outra sala, reservada pro aniversário de uma amiga… algo assim.
Fez uma brev