Enquanto Norma terminava de organizar a cozinha, Letícia e Eduarda seguiram para a sala com as crianças. Luísa já estava sentada no tapete com Joaquim, e Eduardo tentava acompanhar a brincadeira do seu jeito.
Ao chegarem, Letícia se sentou no chão com eles. Eduarda, mais elétrica, entrou já colocando fogo na situação.
— Vamos brincar!
Luísa abriu um sorriso animado.
— Dinda, você pode ser um monstro, por favor?
Joaquim entrou na brincadeira na mesma hora:
— Tia, vamo brincar. Você é um monstro e vai pegar a gente!
Eduardo observava tudo de perto, tentando acompanhar a irmã e o primo.
— Isso, monstro! — gritou, empolgado. — Wooooorr! — rugiu, imitando.
Eduarda cruzou os braços, fingindo pensar.
— Não sei… vamos pensar num monstro. Acho que eu não quero, não.
Enquanto falava, deu dois passos para trás, como quem realmente ia desistir.
De repente, rugiu.
Um rugido exagerado, alto demais, acompanhado de braços erguidos e caretas.
As crianças gritaram e saíram correndo pela sala, rindo, tr