André não voltou para o camarote.
Saiu da boate com passos tensos, empurrando a porta como se precisasse de ar — como se lá dentro tudo estivesse apertado demais para conter o que ele sentia.
Do lado de fora, a música chegava abafada, misturada ao som distante da rua e ao cheiro de cigarro.
Ele encostou na parede, acendeu um, tragou fundo.
Tentava se recompor.
Então viu.
Pedro surgiu primeiro, caminhando rápido demais, o corpo rígido, o maxilar travado.
Logo atrás, Letícia apareceu — impecável,