Pedro estacionou em silêncio. Nenhum dos dois comentou nada.
O caminho até o elevador foi curto — e carregado.
Dentro da cabine, o ar parecia mais denso. O reflexo no espelho denunciava o que nenhum deles dizia: tensão, orgulho, coisa mal resolvida demais.
As portas se abriram.
No corredor silencioso, Letícia seguiu alguns passos à frente, propositalmente. As costas nuas do vestido captavam a luz morna, e o perfume de cereja com sândalo ficava no rastro — doce, quente, provocante.
Pedro vinha a